Na fronteira no conhecimento

No 35º Simpósio de Cirurgia Estética “Cutting Edge” em Nova Iorque. Mantermo-nos na fronteira do conhecimento é um modo eficaz de proporcionar sempre o melhor aos nossos pacientes. Neste simpósio a partilha de experiências e conhecimento é fundamental para isso.

Palestra na EASAPS 2015 e 7a Academia da Merz Aesthetics

Convite a apresentar na manhã de 3 de outubro, em Lisboa, uma palestra sobre lipoabdominoplastia e lipoescultura circular do tronco, na reunião anual das Sociedades Europeias de Cirurgia Plástica Estética, conjuntamente com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética. À tarde, na 7ª Academia de Formação Continuada da Mera Aesthetics apresentei o trabalho que tenho realizado no âmbito de uma abordagem holística ao rejuvenescimento facial.

Dia intenso 🙂

EASAPS2015b

Impressões

Partilho algumas opiniões de pacientes. Independentemente de serem dirigidas à minha pessoa, refletem também o trabalho de uma equipa sem a qual não seria possível mudar a vida dos meus pacientes.

HSteam

“Ao Dr. Helder Silvestre deixo o meu agradecimento profundo não apenas pelo ótimo cirurgião que é (fiz com ele uma lipoescultura e uma septorinoplastia) como pela generosidade, simpatia e sentido de humor contagiante. O Dr. tem um verdadeiro sentido estético e é atento ao pormenor. Recomendo vivamente.” L.

“Excelente no esclarecimento de duvidas. Recomendo vivamente!”

“O Dr. Helder Silvestre é um dos excelentes Cirurgiões Plásticos do País, recomendo vivamente. Fui tratada com todo o profissionalismo.”

“O Sr. Doutor Helder Silvestre é um grande cirurgião. É um grande profissional e um amigo que jamais esquecerei! Obrigada Dr.Helder.” M. C.

“O Dr. Helder é um Profissional com letra grande, muito querido e atencioso, aumentou o meu Ego. Nunca o vou esquecer. Obrigada” 

“Achei o Dr. Super profissional, muito claro no aconselhamento e nas explicações.”

“O Dr. Helder é dos melhores que conheço e um fantástico profissional.”

“Fiz uma redução mamária com o Dr. Helder Silvestre e adorei. Recomendo a todos. Bem haja doutor.”

Entrevista ao Jornal i

Partilho-vos uma entrevista que me fizeram do Jornal i (link)

Helder Silvestre

Entrevista

O cirurgião plástico acredita que a nossa classe política é muito conservadora: “Tem receio de fazer algo para melhorar a sua imagem porque poderia ser confundido com futilidade”

Já recusou operações e arrepende-se de não ter dito não a um ou outro paciente sem estabilidade psicológica para aguentar a recuperação que advém de uma cirurgia plástica. Felizmente, conta, 95% dos seus pacientes estão altamente motivados. Ele próprio também o está. Conta–nos que tinha 15 anos quando pensou escolher Medicina, com o objectivo de se tornar cirurgião plástico, já que a modelação do corpo humano sempre o atraiu. Hoje, com 18 anos de práctica, tem um consultório em Carcavelos por onde passam meia centena de pacientes por mês.

Como entende que a aparência influencia a vida pessoal? 

A nossa aparência influencia a nossa vida pessoal e socioprofissional. Quando nos sentimos melhores connosco, tudo na nossa vida flui melhor. Não significa que temos de ser esteticamente imaculados. Mas a nossa aparência é uma componente importante do nosso ser e vivemos tempos em que a sociedade ocidental e o mundo em geral consideram importantíssimo a estética do indivíduo.

A vaidade ou a busca pelo ideal tem limites? 

O ser humano procura sempre superar–se cientificamente, intelectualmente, psicologicamente, fisicamente e, sobretudo nos nossos tempos, esteticamente. Faz parte da natureza humana e da sua eterna insatisfação e forte sentido de alcançar o, até então, inatingível. Obviamente, temos as limitações da condição humana o que, felizmente, nos torna únicos. No entanto, existe nesta diversidade, pessoas que valorizam muito o seu aspecto físico e outras que não relevam este aspecto do seu ser.

Já teve pacientes obcecados com essa busca pela perfeição? 

Já tive alguns pacientes – embora muito poucos – que por sua vontade eram operados todos os meses. Quando acho que o resultado estético das intervenções é muito bom e que não posso oferecer mais nada em consulta informo os pacientes que não os opero mais.

Se sim, o que costuma fazer nesses casos? 

Explico que o corpo humano tem as limitações óbvias, uma vez que somos feitos de osso, cartilagem, órgãos, músculos, pele e não de imagem virtual, essa sim passível de alteração sem quaisquer limites.

Como vê o fenómeno dos jovens recorrem cada vez mais à cirurgia plástica por razões estéticas? 

Essa questão poderá ter duas respostas completamente distintas. Se um rapaz de 14 anos, a quem cresceram mamas, essa situação provoca profundos traumas e desequilíbrio no seu desenvolvimento pessoal e social, ele tem de ser ajudado de forma a ter um desenvolvimento psicomotor normal para sua idade. Por outro lado, considero que, por exemplo, o aumento mamário não deverá ser efectuado antes dos 17 anos. Nesta altura, se essa for a vontade da própria, em acordo com os pais, não há qualquer necessidade de a jovem entrar no novo ciclo da sua vida com esse desconforto, tantas vezes com graves reflexos no desenvolvimento da personalidade.

Qual a parte do corpo que opera com maior frequência? 

As cirurgias que mais efectuo estão de acordo com a casuística internacional: cirurgia mamária, contorno corporal (lipoescultura e lipoabdominoplastia) e cirurgia facial (cirurgia nasal, das pálpebras e da face e pescoço).

É verdade que os homens recorrem cada vez mais à cirurgia plástica? 

Os homens recorrem cada vez mais a cirurgias e a procedimentos médicos de medicina estética, tais como toxina botulinica (vulgo botox) e produtos biocompatíveis e bioestimuladores de modelação facial – tais como ácido hialurónico, hidroxiapatita de cálcio e policaprolactona. As cirurgias a que os homens mais recorrem são a lipoaspiração, a rinoplastia e a cirurgia às pálpebras.

Qual é hoje o peso da procura masculina em comparação com a feminina? 

Entre 15 a 20%. No entanto, lentamente, o número de homens que vêm à minha consulta, aumenta de ano para ano.

Quantas cirurgias faz em média por mês? 

Entre grandes cirurgias, pequenas cirurgias e procedimentos minimamente invasivos de medicina estética, cerca de 50 a 60 pacientes por mês.

Como avalia a qualidade da cirurgia plástica em Portugal? 

A preparação técnico-científica em Portugal na medicina, como em outras áreas, é manifestamente muito boa. A cirurgia plástica não foge a esta regra. Obviamente, na formação de um cirurgião, um hospital central é fundamental para obter as capacidades que deve ter na sua prática profissional futura.

Porque tem aumentado tanto a procura destas técnicas de rejuvenescimento? 

As técnicas cirúrgicas e de medicina estética de rejuvenescimento e/ou melhoria estética facial e /ou corporal, tiveram um enorme crescimento na última década. Penso que para esse facto contribuíram vários factores: melhores profissionais, segurança, melhores e expectáveis resultados, desenvolvimento da sociedade no sentido de valorizar a estética e preservação desta no ser humano.

Essa procura pelo rejuvenescimento não impede a aceitação do envelhecimento? E até resultar na desvalorização da velhice? 

Todos nós envelhecemos física e intelectualmente embora o ritmo das alterações físicas seja mais acelerado do que a das capacidades intelectuais. Daí ser muito comum as pessoas afirmarem “a minha cabeça é muito mais jovem que a minha aparência”. Esta dissonância é um dos motivos para a busca da melhoria do aspecto físico. Por outro lado, é muito tentador fazer algo quando se sabe que com pequenos procedimentos o relógio biológico não corre tão depressa. Existe ainda um outro segmento de pacientes que nos procura: pessoas com mais de 60 anos, com responsabilidades executivas, intelectualmente brilhantes e que sentem que se tiverem um aspecto demasiado envelhecido isso não será bom para as suas carreiras nem para o respeito e autoridade que precisam manter. A maturidade está associada à experiência e sapiência, já a velhice é muitas vezes associada à decadência.

E qual é a medida certa entre a busca pela melhoria e a aceitação do corpo? 

O ser humano é muito diverso. Muitas pessoas vivem muito bem com as alterações que a idade vai provocando enquanto outras não as aceitam tão facilmente. Não existem medidas certas, a meu ver, é preciso bom senso e elegância, quer dos pacientes quer dos profissionais de forma a que as alterações procuradas acrescentem bem-estar físico e mental.

Já se recusou a operar alguém? 

Sim, obviamente. E arrependo-me de não ter recusado mais um ou outro paciente, que considero não terem a estabilidade psicológica e a força mental que uma recuperação de um acto cirúrgico necessariamente envolve. No entanto, devo afirmar que mais de 95% dos pacientes são pessoas altamente motivadas e cumpridoras do que se lhes pede, o que é fundamental para o sucesso do acto cirúrgico.

Há algum defeito físico que aprecia na beleza física? E consegue olhar para uma mulher sem reparar nos defeitos? 

Um grau ligeiro de assimetria facial é, normalmente, portador de personalidade e beleza. Quando olho para uma mulher, procuro sempre as virtudes. Mais tarde, confesso que existe uma deformação profissional, uma espécie de exercício intelectual, de pequenas correcções que poderia fazer de modo a que a sua beleza fosse ainda mais revelada .

Não concorda que muitas mulheres depois de se submeterem a determinados tratamentos para disfarçar rugas acabam por ficar como bonecos de cera? 

Concordo em absoluto. Agora não deve e não tem de ser assim. O rejuvenescimento mais belo é aquele que não se dá por ele.

Que protagonista da classe política acha que sairia bem com uma cirurgia plástica? 

Acho que todos podemos ter algo que nos incomoda e que é passível de melhoria. A classe política em Portugal é muito conservadora e com imenso receio de fazer algo para melhorar a sua imagem porque poderia ser confundido com futilidade. Posto isto, para um cirurgião que adora operar nariz o do engenheiro José Sócrates seria um bom desafio.

Acompanhou recentemente o caso da actriz Renée Zellweger que ficou irreconhecível após uma série de cirurgias. Qual a sua avaliação? 

A actriz aparece despersonalizada, uma vez que surgiu quase irreconhecível. O rosto parece-me estilizado, mas os olhos com menos vida e muito mais maturidade. As sobrancelhas rectificadas e as pálpebras mais esvaziadas contribuem para um olhar mais estranho e envelhecido e menor jovialidade. No entanto, a actriz pode ter pedido e apreciado a sua metamorfose.

Como um cirurgião encara o seu trabalho e a relação com o paciente? 

Operar um paciente é criar uma relação muito forte entre médico e doente, não é um acto isolado que significa nunca mais ver o paciente. Muitas vezes cria- -se uma relação de grande confiança, que, a meu ver, é o pilar da relação médico-paciente.

Tem à sua disposição todos os instrumentos que lhe poderiam dar um aspecto mais jovem, bonito, saudável e brilhante. Não é tentador? 

Muito tentador e quando achar necessário não terei dúvidas em fazer o que considerar preciso para corrigir algum aspecto que me provoque grave desconforto.

Quando achar necessário, quer dizer o quê? Acha que vai ter dificuldade em aceitar a transformação do seu corpo na velhice? 

Convivo muito bem com a idade. Confesso que conviveria menos bem com uma decadência física acentuada. Por isso, da mesma forma que procuro ter uma alimentação equilibrada e praticar exercício físico para manter uma aparência que gosto, faria um acto cirúrgico ou procedimento de medicina estética de forma a manter uma aparência cuidada.